
Masturbação masculina
É um facto bem conhecido que os homens gostam de masturbação e que praticamente todos a praticam com alguma regularidade. Não existe uma frequência máxima ou mínima com que se deva masturbar. A masturbação é gratificante e satisfatória, tanto física como mentalmente. Não tem quaisquer efeitos secundários negativos, e muito menos aqueles sobre os quais tanta piada se faz: 'deixar cego' ou 'fazer crescer pelos na palma da mão'!
Há muitas formas diferentes de chegar a um orgasmo de qualidade através da masturbação e não existe uma forma 'certa'. Experimente sensações diferentes e veja quais lhe agradam. Há pessoas que gostam da sensação de agarrar com a mão toda, outras preferem usar as duas mãos, enquanto outras só gostam de usar o polegar e mais dois dedos. Seja qual for a sua preferência, os lubrificantes e os brinquedos sexuais como os vibradores & os brinquedos sexuais próprios para homens (como o conhecido 'Fleshlight') são apenas algumas coisas com que experimentar para descobrir do que gosta mais.
Quanto a circuncidado versus não circuncidado ... é provável que a glande coberta (protegida) do pénis não circuncidado seja, de um modo geral, mais sensível à estimulação. No entanto, ambos os tipos de pénis são capazes de receber imenso prazer 'nas mãos certas'!
Movimento básico
Coloque uma ou ambas as mãos à volta do seu pénis ereto e faça movimentos para cima e para baixo ao longo da haste. Se precisar, use algum lubrificante à base de água para aumentar o prazer. Há homens que gostam de envolver a glande a cada movimento.
Palmadas e pancadas
Esta técnica consiste em bater com o pénis de forma constante de uma mão para a outra, contra a barriga ou contra outro objeto qualquer.
Não deixe de ver o guia de técnicas de punheta para mais ideias sobre como bater uma boa punheta!
Fontes de estimulação
Quando se masturba com uma só mão, ou a dois, há a oportunidade de receber outras formas de estimulação sexual ao mesmo tempo. Muitos homens acham prazeroso acariciar o escroto, esfregar suavemente o períneo (a zona entre o escroto e o ânus) e que lhes esfreguem os mamilos.
O ânus é uma zona muito sensível e muitos homens gostam de praticar a masturbação anal. Fazer pressão sobre o orifício anal, ou introduzir suavemente um brinquedo limpo, bem lubrificado e com base alargada (não um objeto qualquer - sem essa base, as coisas podem perder-se lá dentro), pode ser bastante excitante. Muitos dildos anais, mais conhecidos como plugs anais, são concebidos para estimular a próstata, outra fonte de enorme prazer que só pode ser alcançada através do reto.
Uma grande variedade de vibradores proporciona estimulação peniana ou anal. As balas vibratórias, as mangas vibratórias ou os vibradores pontuais conseguem todos dar uma estimulação intensa às suas Zonas Erógenas.
As bombas penianas são há muito populares entre os homens como dispositivos de masturbação. Uma bomba peniana comum consiste num cilindro comprido que encaixa sobre o pénis e que está ligado por um tubo a uma bomba. A bomba cria um vácuo à volta do pénis; ao fazê-lo, puxa sangue para a zona e aumenta temporariamente o pénis, uma sensação que muitos homens acham prazerosa. Deve ter o cuidado de seguir as recomendações de utilização correta e de não a usar a alta pressão durante mais de quinze minutos. Não se esqueça de usar bastante lubrificante à base de água dentro do cilindro, bem como à volta da base do pénis. Assim garante uma boa vedação e, por conseguinte, melhor sucção. Algumas bombas trazem acessórios para os mamilos.
Autofelação
Está no horizonte da perfeição do homem, sozinha, com a chave de uma vida de felicidade, livre de stress e de dramas. Está mesmo fora de alcance, mesmo para lá da nossa capacidade de lhe deitar a mão e entrar no nirvana que sentimos ser-nos devido. Não, não estamos a falar de iluminação, de paz mundial nem de fusão a frio; estamos a falar daquele desejo generalizado dos homens de fazerem uma felação a si próprios (ou seja, um 'broche'). Fazê-lo a si mesmo chama-se, com propriedade, 'autofelação'. Ao alcance apenas dos mestres de ioga mais talentosos ou das estrelas porno mais bem dotadas, a autofelação continua a ser fonte de histórias, lendas e mitos urbanos. É o auge da fantasia masturbatória para alguns homens, um fascínio mórbido para outros e algo que outros evitam por o verem como um desafio à sua heterossexualidade.
Seja qual for a sua posição sobre o tema da autofelação, há sites inteiros dedicados tanto às representações mais pornográficas do ato como às mais artísticas. Galerias inteiras em Nova Iorque foram reservadas para exposições que mostram o corpo masculino a servir-se a si próprio numa grande variedade de cenários. Então porquê tanto interesse? Conseguimos ver as raízes deste fascínio por esta forma de masturbação tão particularmente difícil na história e nos nossos desejos sexuais específicos.
Os homens gostam de felação; isto é verdade, com algumas exceções, em massa. Gostam do controlo, do erotismo de a fonte de prazer estar fora deles e, obviamente, do prazer de uma boca nos seus genitais. É aqui que se dá o desfasamento em relação à realidade. Na maioria dos casos, fazer um broche a si próprio é incrivelmente desconfortável, como se vê em Clerks, o filme de Kevin Smith em que um homem morre, partindo o pescoço, ao tentar levar a boca até ao pénis. Embora muito provavelmente não tenha qualquer base factual, a ideia mantém-se - dobrar-se ao meio para chupar o próprio pénis provavelmente não é a experiência mais sensual que há. Parece então que talvez a autofelação seja exatamente aquilo que parece, apenas um sonho - uma fantasia sexual divertida que poucos conseguem concretizar e que ainda menos apreciam de facto.
História
A autofelação teve uma história carregada de comportamentos divinos mitológicos e de desejo proibido. Na Inglaterra vitoriana, muitos quadros históricos que retratavam tais atos foram vandalizados, o que impediu que uma história completa da autofelação fosse amplamente divulgada. Apesar disso, há vestígios deste ato sexual que remontam ao antigo Egito.
Os arqueólogos encontraram hieróglifos e pinturas antigas com homens a praticar autofelação. O académico David Lorton diz que muitos textos antigos fazem referência à autofelação dentro da mitologia religiosa do Egito. Nota também que a autofelação era praticada durante rituais em consequência da técnica mitológica de parto do deus solar Ra. Diz-se que Ra criou Shu e Tefnut (deuses egípcios) chupando-se a si próprio até ao orgasmo e cuspindo depois o sémen no chão.
Os egiptólogos ainda discutem a tradução de alguns hieróglifos e o significado dos broches divinos. Alguns especialistas acham que as pinturas murais antigas significam que Hórus, filho do deus Osíris, mantinha a ordem cósmica ingerindo o seu próprio sémen e mantendo assim as estrelas nos seus lugares. Apesar deste debate quanto ao significado destes hieróglifos, parece haver provas de sobra de que a autofelação era, no mínimo, um tema de conversa no Egito.
Prática atual
Das galerias de arte do Upper East Side aos estúdios porno de Van Nuys, na Califórnia, talvez o espetáculo de autofelação mais famoso seja o da estrela porno Ron Jeremy. Por mais difícil que seja de acreditar, o Sr. Jeremy (aceite de forma generalizada como o rei do porno) já foi bastante magro. Nos anos 1970 foram lançados vários filmes para adultos onde se vê o Ron a fazer um broche a si próprio. Numa entrevista dos dias de hoje, refere que era menos pelo prazer e mais pelo facto de ser tão bizarro.
Ior Bock, um guia turístico e contador de histórias finlandês, falou abertamente sobre a sua própria capacidade de se autofelar. Esta prática parece estar profundamente enraizada na tradição finlandesa e chama-se “saunasolmu” ou em inglês o “sauna knot.” O nome vem provavelmente do hábito de nos entretermos connosco próprios no calor de uma sauna, o que relaxaria e amoleceria os músculos, permitindo um acesso muito mais fácil!
Outro sítio interessante para onde o nosso fascínio pela autofelação nos levou é o da remoção de costelas e da facilidade de acesso. A fonte mais comum desta lenda urbana estará provavelmente encarnada em Marilyn Manson. A história é assim: Marilyn Manson teria removido uma costela para conseguir fazer uma felação a si próprio. Este rumor também circulou sobre Prince e, noutro contexto, sobre Cher. Ao investigar este rumor, fica claro que, embora a remoção estética de costelas exista, nunca foi registado nenhum caso de um homem que a tenha feito com este fim. Isto, obviamente, não quer dizer que não possa ter sido feita em segredo, mas não há qualquer prova de que tal cirurgia alguma vez tenha sido realizada.
Portanto, com a combinação certa de flexibilidade e de comprimento do pénis, a proeza é possível. Quer a seleção natural tenha tido alguma coisa a ver com isso, ou seja, que todos os que se chupam a si próprios nunca se tenham dado ao trabalho de arranjar companhia, quer não, a verdade é que ao homem médio levaria anos, se não décadas, para conseguir desfrutar sequer do mais básico da autofelação. Se nos permite uma sugestão, a melhor forma de conseguir mais felações é ficar melhor a fazer sexo oral!


